Esse é o título de um artigo que quero mandar para o EnANPAD, o encontro do pessoal da pós-graduação em administração.
Toda a idéia surgiu depois que eu li um artigo na McKinsey Quarterly com o título "Seis maneiras de fazer a Web 2.0 funcionar". Como muitos sabem, a McKinsey é uma das mais poderosas e importantes consultorias de estratégia empresarial no mundo. Assino a Quarterly (a maior parte é gratuita) e sempre tento ler, principalmente porque dá alguns insights interessantes quanto ao mercado.
Contudo, ficou a dúvida: como eles chegaram a essas "seis maneiras"?
Então, como eu sou uma pessoa chata e irritante, resolvi basear todo o meu artigo nisso. Estou analisando a estrutura do artigo deles e checando se há base conceitual factível para as sugestões (ou imperativos, como eles chamam).
Está bastante interessante, pelo menos por enquanto. Tem se revelado um exercício muito bom. Tomara que seja aceito no EnANPAD.
Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 14 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Ainda a tecnologia do Joost...
Gosto bastante do YouTube e respeito o seu poder de fogo no que tange à massa crítica que conseguiu nesses últimos anos, firmando-se como uma referência (a ponto de o Google nem trocar o nome do serviço, como faz com outros).
O Joost, que é um tipo de YouTube mais restrito (mais no sentido de uso e não de produção de conteúdo), continua sendo o meu predileto por algumas razões:
1) ele tem muito conteúdo musical, de vários estilos, de modo legal e seguro;
2) a qualidade da conexão geralmente é boa;
3) a qualidade visual dos vídeos é excepcional (realmente, muito melhor que a do YouTube);
4) possui vídeos longos (como concertos inteiros, por exemplo);
A grande escolha que se provou equivocada, feita pelo pessoal do Joost, foi de inicialmente usar uma plataforma nos moldes de um software baixado. Infelizmente, esse é um meio que muita gente trava na hora de migrar. O YouTube foi mais esperto e focou no streamingdireto do que todo mundo que acessa a Internet tem: um navegador.
Há mais ou menos um ano, se não me engano, o Joost corrigiu esse percurso estratégico e adotou o streamingdireto de seu site. Vale a pena checar.
O Joost, que é um tipo de YouTube mais restrito (mais no sentido de uso e não de produção de conteúdo), continua sendo o meu predileto por algumas razões:
1) ele tem muito conteúdo musical, de vários estilos, de modo legal e seguro;
2) a qualidade da conexão geralmente é boa;
3) a qualidade visual dos vídeos é excepcional (realmente, muito melhor que a do YouTube);
4) possui vídeos longos (como concertos inteiros, por exemplo);
A grande escolha que se provou equivocada, feita pelo pessoal do Joost, foi de inicialmente usar uma plataforma nos moldes de um software baixado. Infelizmente, esse é um meio que muita gente trava na hora de migrar. O YouTube foi mais esperto e focou no streamingdireto do que todo mundo que acessa a Internet tem: um navegador.
Há mais ou menos um ano, se não me engano, o Joost corrigiu esse percurso estratégico e adotou o streamingdireto de seu site. Vale a pena checar.
Marcadores:
Google,
Joost,
redes sociais,
YouTube
sábado, 4 de abril de 2009
Palestra do Coppead
Acabei de voltar lá da Escola de Guerra Naval, numa localização idílica na Urca. Fui proferir uma lecture introdutória com o título "Marketing em plataformas digitais", para o pessoal do curso de formação - ou seja, no final da faculdade ou com pouco tempo de experiência profissional.
Foi uma experiência interessante, pois não tenho muita prática nisso (estou mais acostumado a ser sabatinado por uma banca, perguntando detalhes como notas de rodapé, tal qual minha dissertação). A turma parece ser boa, só não sei se consegui alcançar o âmago da questão.
Redes sociais são coisas complexas. Assim como o ser humano é complexo. No fundo, resume-se a questão em uma análise muito mais psicanalítica (relacionada a medos, frustrações, receios, etc.) que propriamente o conceito.
Há vários caminhos para abordar o tema. Óbvio que seria muito mais fácil apontar quatro ou cinco modelos para as redes sociais. Inclusive uma aluna abordou isso: como medir? Realmente...é o x da questão. Não existem métricas que (pelo menos no que acredito) traduzam corretamente a essência das redes sociais. O conceito de ROI, metas, etc., que no cotidiano do Marketing são dados essenciais, ficam extremamente prejudicados.
Por exemplo: como vou medir a "eficácia" do Twitter? Como ter metas em blogs? Tipo...falo métricas efetivamente com consistência, não coisas jogadas ao ar. Ela me informou algo interessante, que alguns players brasileiros (cariocas, especificamente) já estão nesse processo de criação das métricas para essas novas redes. Tenho minhas reservas, claro, mas acho que é um passo importante nesse sentido. Vou pesquisar sobre isso. Acho que vale até escrever um ensaio sobre essa lacuna metodológica.
Como sou partidário dos pós-estruturalistas (mesmo que muitos recusem essa denominação), tenho sérios problemas com essas coisas de "7 métodos infalíveis", principalmente se estamos tratando de pessoas, não de íons em uma escala.
No fundo, tentei mostrar durante duas horas que o problema a ser investigado é muito mais no aspecto do momento do "consumo" da informação que propriamente a plataforma. Comete-se rotineiramente esse desvio. São aplicados modelos que até funcionam bem para um jornal impresso, por exemplo, de modo inadaptado, uma transliteração, um transplante, direto para outros meios. Pensar a mídia é uma tarefa complexa, porém muito boa e que recompensa.
Espero que o pessoal tenha gostado; sinceramente, não sei se agradei. Mas pelo menos acho que a reflexão acerca do conceito de mídia em si (principalmente em plataformas digitais) foi colocada como uma questão relevante.
Foi uma experiência interessante, pois não tenho muita prática nisso (estou mais acostumado a ser sabatinado por uma banca, perguntando detalhes como notas de rodapé, tal qual minha dissertação). A turma parece ser boa, só não sei se consegui alcançar o âmago da questão.
Redes sociais são coisas complexas. Assim como o ser humano é complexo. No fundo, resume-se a questão em uma análise muito mais psicanalítica (relacionada a medos, frustrações, receios, etc.) que propriamente o conceito.
Há vários caminhos para abordar o tema. Óbvio que seria muito mais fácil apontar quatro ou cinco modelos para as redes sociais. Inclusive uma aluna abordou isso: como medir? Realmente...é o x da questão. Não existem métricas que (pelo menos no que acredito) traduzam corretamente a essência das redes sociais. O conceito de ROI, metas, etc., que no cotidiano do Marketing são dados essenciais, ficam extremamente prejudicados.
Por exemplo: como vou medir a "eficácia" do Twitter? Como ter metas em blogs? Tipo...falo métricas efetivamente com consistência, não coisas jogadas ao ar. Ela me informou algo interessante, que alguns players brasileiros (cariocas, especificamente) já estão nesse processo de criação das métricas para essas novas redes. Tenho minhas reservas, claro, mas acho que é um passo importante nesse sentido. Vou pesquisar sobre isso. Acho que vale até escrever um ensaio sobre essa lacuna metodológica.
Como sou partidário dos pós-estruturalistas (mesmo que muitos recusem essa denominação), tenho sérios problemas com essas coisas de "7 métodos infalíveis", principalmente se estamos tratando de pessoas, não de íons em uma escala.
No fundo, tentei mostrar durante duas horas que o problema a ser investigado é muito mais no aspecto do momento do "consumo" da informação que propriamente a plataforma. Comete-se rotineiramente esse desvio. São aplicados modelos que até funcionam bem para um jornal impresso, por exemplo, de modo inadaptado, uma transliteração, um transplante, direto para outros meios. Pensar a mídia é uma tarefa complexa, porém muito boa e que recompensa.
Espero que o pessoal tenha gostado; sinceramente, não sei se agradei. Mas pelo menos acho que a reflexão acerca do conceito de mídia em si (principalmente em plataformas digitais) foi colocada como uma questão relevante.
Marcadores:
conceito,
Coppead,
marketing,
redes sociais,
Twitter
Assinar:
Postagens (Atom)
